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A luita das pensons, umha questom de classe

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A proteçom social é umha questom política que depende da correlaçom de forças entre as classes sociais que estruturam cada sociedade”. Assim se exprimia o economista Xabier Pérez Davila no seu livro ‘A batalla polas pensións (1981–2013)’, obra em que alertava da ofensiva neoliberal em curso contra os bens comuns e expunha a viabilidade económica e social de um sistema de pensons público. Desde entom, a luita das pensionistas tem-se fortalecido, conseguindo algumhas vitórias como a revalorizaçom das pensons segundo o IPC. Falamos com algumhas das pessoas que se estám a mobilizar em defesa do futuro destas prestaçons para conhecermos um pouco melhor este movimento em que participam sindicatos e organizaçons autónomas.

Os mais re­cen­tes cor­tes nas pen­sons pro­du­zí­rom-se nos anos 2011 e 2013. O pri­meiro de­les foi atra­vés de um de­creto emi­tido polo go­verno do so­ci­a­lista Rodríguez Zapatero, polo que se am­pli­ava pro­gres­si­va­mente a idade de ju­bi­la­çom, dos 65 aos 67 anos para 2027, as­sim como am­pliar tam­bém os anos tra­ba­lha­dos para cal­cu­lar a base re­gu­la­dora da pen­som. Assim se ini­ci­ava a adap­ta­çom do sis­tema de pen­sons às exi­gên­cias atu­ais do re­gime ne­o­li­be­ral. A de 2013, pro­mo­vida polo go­verno do po­pu­lar Mariano Rajoy, es­ta­be­le­cia o cres­ci­mento anual dos pa­ga­men­tos em 0,25% e in­tro­du­zia tam­bém o cha­mado ‘fa­tor de sus­ten­ta­bi­li­dade’, o qual li­ga­ria a quan­ti­dade a co­brar à es­pe­rança de vida da pes­soa no mo­mento de se re­ti­rar do tra­ba­lho.

Os úl­ti­mos anos de go­verno com o so­ci­a­lista Pedro Sánchez à ca­beça, en­con­trou-se com um forte mo­vi­mento de mo­bi­li­za­çom por parte de pen­si­o­nis­tas na rua e fijo al­guns mo­vi­men­tos para pa­ra­li­sar os ele­men­tos mais po­lé­mi­cos da re­forma de 2013, dei­xando in­tacta a de 2011. Assim, apro­vou-se cada ano a re­va­lo­ri­za­çom das pen­sons se­gundo o IPC desde o 2018 ‑à falta ainda da re­da­çom de um texto le­gal que mo­di­fi­que a re­forma de 2013- e apra­zou-se a apli­ca­çom do ‘fa­tor de sus­ten­ta­bi­li­dade’ até o ano 2023, fi­cando ainda como umha es­pé­cie de es­pada de Damocles so­bre o fu­turo do sis­tema pú­blico de pen­sons.

Os mais re­cen­tes cor­tes nas pen­sons pro­du­zí­rom-se nos anos 2011 e 2013. O pri­meiro de­les foi atra­vés de um de­creto emi­tido polo go­verno do so­ci­a­lista Rodríguez Zapatero, polo que se am­pli­ava pro­gres­si­va­mente a idade de ju­bi­la­çom, dos 65 aos 67 anos para 2027, as­sim como am­pliar tam­bém os anos tra­ba­lha­dos para cal­cu­lar a base re­gu­la­dora da pen­som.

A re­cente re­va­lo­ri­za­çom apro­vada de um 0,9% ‑ade­quada às pre­vi­sons de cres­ci­mento do IPC- em 2020 é in­su­fi­ci­ente para as re­cla­ma­çons dos mo­vi­men­tos em de­fesa de umha pen­som digna. Assim, en­tre as suas rei­vin­di­ca­çons en­con­tra-se a suba das pen­sons mais bai­xas até atin­gir o sa­lá­rio mí­nimo in­ter-pro­fis­si­o­nal (SMI).

A ne­ces­si­dade de se or­ga­ni­zar
Na Galiza, as mo­bi­li­za­çons em de­fesa do sis­tema pú­blico de pen­sons le­vam anos a con­vo­car-se a par­tir de or­ga­ni­za­çons nas­ci­das da classe tra­ba­lha­dora. Por um lado, sin­di­ca­tos como a CIG criá­rom já no 2011 um co­le­tivo de pes­soas ju­bi­la­das e pen­si­o­nis­tas que re­a­li­zou mo­bi­li­za­çons pe­rió­di­cas; e por ou­tro, nas­cê­rom tam­bém or­ga­ni­za­çons como Modepen, de ca­rá­ter ple­ná­rio, que fô­rom co­or­de­nando a sua luita com ou­tros co­le­ti­vos de pen­si­o­nis­tas do resto do es­tado.

Guillermo Fontán tem 79 anos, tanta ener­gia como em an­te­ri­o­res eta­pas da sua vida e é pre­si­dente da Modepen. A sua tra­je­tó­ria sin­di­cal re­monta-se a umha das da­tas cha­ves do mo­vi­mento ope­rá­rio na ci­dade de Vigo: o 1972. Lembra que na­quele ano o que fa­zia que a base so­cial se mo­bi­li­zasse “era um sen­ti­mento de so­li­da­ri­e­dade com com­pa­nhei­ros e com­pa­nhei­ras san­ci­o­na­das em ou­tras em­pre­sas”. “Pertencim a um es­ta­leiro que se chama Ascón e nin­guém se lem­bra mas ti­ve­mos umha greve de sete me­ses e meio, de 2000 tra­ba­lha­do­res, em 1978. Eu fum mais um mi­li­tante”, ex­póm Fontán.

Assim, este ati­vista ‑tam­bém ex-sin­di­ca­lista- ex­plica que Modepen nas­ceu gra­ças aos vín­cu­los que em to­dos es­ses anos de his­tó­ria do mo­vi­mento ope­rá­rio vi­guês es­ti­vé­rom a te­cer-se en­tre mi­li­tan­tes de di­fe­ren­tes ex­pe­ri­ên­cias po­lí­ti­cas e sin­di­cais. “O que acon­tece é o que acon­te­ceu sem­pre na his­tó­ria”, ex­plica este tra­ba­lha­dor, “a classe pro­le­tá­ria sem­pre que quijo me­lho­rar as suas con­di­çons de vida tivo que or­ga­ni­zar-se e mo­bi­li­zar-se, e isso é o que in­ten­ta­mos fa­zer com um es­quema or­ga­ni­za­tivo am­plo e as­sem­blear”.

Guillermo Fontán, pre­si­dente da Modepen: “a classe pro­le­tá­ria sem­pre que quijo me­lho­rar as suas con­di­çons de vida tivo que or­ga­ni­zar-se e mo­bi­li­zar-se, e isso é o que in­ten­ta­mos fa­zer com um es­quema or­ga­ni­za­tivo am­plo e as­sem­blear”.

Modepen nas­ceu em 2015 e em 2016 par­ti­ci­pava da fun­da­çom da Coordenadora es­ta­tal pola de­fensa do sis­tema pú­blico de pen­sons. Fontán con­si­dera que a pre­som so­cial exer­cida por es­tes or­ga­nis­mos foi de­ci­siva para que o go­verno de­ci­disse re­va­lo­ri­zar anu­al­mente as pen­sons se­gundo o IPC ou mesmo que se pa­ra­li­sasse o dis­curso ar­re­dor da eli­mi­na­çom de umha paga ex­tra. “Demonstramos que sim que se po­diam su­bir os pa­ga­men­tos em fun­çom do IPC, quando se está a fa­lar cons­tan­te­mente de re­for­mas que sem­pre som para pior. A so­ci­e­dade avança eco­nó­mica e tec­no­lo­gi­ca­mente, mas as re­for­mas som só para pre­ca­ri­zar as con­di­çons de vida da classe tra­ba­lha­dora e é con­tra isso que nos re­be­la­mos”, afirma Fontán.

O sis­tema é sus­ten­tá­vel
Xosé Fortes forma parte do co­le­tivo de pes­soas ju­bi­la­das e pen­si­o­nis­tas do sin­di­cato na­ci­o­na­lista CIG. Este co­le­tivo nas­ceu em 2011, quando era pre­ciso or­ga­ni­zar a res­posta ao de­creto de Zapatero, mas foi mais re­cen­te­mente que este ex-pro­fes­sor se so­mou a ele. Fortes tem 62 anos e a sua tra­je­tó­ria sin­di­cal re­monta-se a co­me­ços de ‘80, “de­pois de re­ma­tar o ser­viço mi­li­tar”, lem­bra. No seu tempo de ex­pe­ri­ên­cia do­cente, pri­meiro como in­te­rino e de­pois com vaga ao apro­var as opo­si­çons, mo­bi­li­zou-se por um em­prego digno no en­sino pú­blico. “Ainda que houve me­lho­ras, com a crise tam­bém houve umha re­du­çom im­por­tante das nos­sas con­di­çons de tra­ba­lho e tam­bém sa­la­ri­ais. Agora que es­tou ju­bi­lado penso se­guir lui­tando, rei­vin­di­cando umhas pen­sons dig­nas, em que todo o mundo ache­gue se­gundo as suas pos­si­bi­li­da­des e que re­ceba umha pen­som que per­mita vi­ver dig­na­mente”, ma­ni­festa Fortes.

Xosé Fortes, do co­le­tivo de pes­soas ju­bi­la­das da CIG: “Agora que es­tou ju­bi­lado penso se­guir lui­tando, rei­vin­di­cando umhas pen­sons dig­nas, em que todo o mundo ache­gue se­gundo as suas pos­si­bi­li­da­des e que re­ceba umha pen­som que per­mita vi­ver dig­na­mente”

Desde o co­le­tivo de pes­soas ju­bi­la­das e pen­si­o­nis­tas ve­nhem mo­bi­li­zando-se por umhas pen­sons dig­nas e pú­bli­cas. Fortes as­si­nala que existe umha grande di­fe­rença en­tre os pa­ga­men­tos má­xi­mos e mí­ni­mos. Em de­zem­bro, a pen­som bruta mí­nima com um con­ju­gue a cargo es­tava nos 835,80 en­quanto a má­xima bruta si­tu­ava-se em 1659 eu­ros. “Há que equi­li­brar mais as pen­sons. E aque­las pes­soas que pre­ci­sem de umha ajuda do es­tado de­ve­riam com­pletá-la para que che­gasse ar­re­dor do sa­lá­rio mí­nimo in­ter­pro­fis­si­o­nal, uns 1000 eu­ros”, ex­póm Fortes.

Assegura Fortes tam­bém que é o sis­tema de pen­sons é viá­vel e que “nom tem pro­ble­mas de li­qui­dez. E pen­sa­mos isso por­que está a re­cu­pe­rar-se o nú­mero de pes­soas que quo­ti­zam. Atualmente há mais do du­plo de tra­ba­lha­do­res que quo­ti­zam do que pen­si­o­nis­tas e na época de Zapatero ha­via 1,7 tra­ba­lha­do­res pa­gando a pen­som de um pen­si­o­nista”. Fortes acres­centa que sem frau­des à Seguridade Social e com a idade de ju­bi­la­çom nos 65, data que mo­di­fi­cou a re­forma de Zapatero em 2011, “o sis­tema man­tém-se em ne­nhum pro­blema”.

A so­lu­çom é ter a von­tade de ter um sis­tema pú­bico de pen­sons e nom como com­pa­ti­bi­lizá-lo com um sis­tema pri­vado, por­que evi­den­te­mente um eco­no­mista que tra­ba­lhe para um banco dirá que o es­tado pa­gue o mí­nimo para a sub­sis­tên­cia e que logo cada pes­soa a ní­vel par­ti­cu­lar con­trate umha em­presa pri­vada”, sa­li­enta o in­te­grante do co­le­tivo de pes­soas ju­bi­la­das da CIG.

Fortes as­si­nala tam­bém as di­fe­rên­cias de aná­li­ses e atu­a­çom com ou­tros co­le­ti­vos, como Modepen. “Nós so­mos um co­le­tivo de pen­si­o­nis­tas den­tro da CIG, que é um sin­di­cato de tra­ba­lha­do­res e tra­ba­lha­do­ras”, in­dica. Assim, mais do que em criar um mo­vi­mento de pes­soas pen­si­o­nis­tas a sua aná­lise passa por que “é um pro­blema de toda a so­ci­e­dade e te­mos que con­tar com todo o mundo, com fu­tu­ras pen­si­o­nis­tas e atu­ais tra­ba­lha­do­ras”.

Compromisso com os ser­vi­ços pú­bli­cos
Manuela Figueira tem 54 anos e vém de co­me­çar a sua mi­li­tân­cia sin­di­cal atra­vés da CUT. Para ela é im­por­tante mo­bi­li­zar-se em de­fesa dos ser­vi­ços pú­bli­cos e dos sis­tema de pen­sons. “Há muita gente que se mo­bi­li­zou para que isto exis­tisse e agora volta sair à rua. E eu tam­bém se­rei be­ne­fi­ci­ada por es­tes êxi­tos”, ex­prime Figueiras, quem acha tam­bém que “nom se­re­mos ca­pa­zes de con­se­guir nada sós”.

Manuela Figueira, mi­li­tante da CUT: “Há muita gente que se mo­bi­li­zou para que isto exis­tisse e agora volta sair à rua. E eu tam­bém se­rei be­ne­fi­ci­ada por es­tes êxi­tos”

Figueira tam­bém luita por umha me­lhora nos ser­vi­ços pú­bli­cos atra­vés da sua ex­pe­ri­ên­cia pes­soal. Há qua­tro anos que se lhe di­ag­nos­ti­cou umha fi­bro­mi­al­gia, “e desde en­tom se­me­lha que som in­vi­sí­vel”, sa­li­enta. Assim, esta tra­ba­lha­dora de­nun­cia as di­fi­cul­da­des das pes­soas que pa­de­cem esta en­fer­mi­dade em ver re­co­nhe­cida umha in­ca­pa­ci­dade. Por este mo­tivo, de­ci­diu apre­sen­tar umha de­nun­cia con­tra o INSS, por nom lhe re­co­nhe­ce­rem a do­ença. Após es­tar um ano de baixa, es­tivo ou­tros dous me­ses adi­ci­o­nais até que lhe de­ram a alta. Trás apre­sen­tar umha queixa, Figueira vol­tou ser aten­dida mas afirma que nom re­ce­beu um bom trato. “Somos mui­tas as que pa­de­ce­mos fi­bro­mi­al­gia, por isso nom nos que­rem dar a in­ca­pa­ci­dade”, ex­póm. Assim, en­con­tra-se ainda na es­pera da data do juízo con­tra o INSS, em que apre­sen­tará as pro­vas mé­di­cas que de­mons­tram a sua en­fer­mi­dade. Desde que lhe de­ram a alta, Figueira so­bre­vive com o paro e o di­nheiro pou­pado. Tentou em al­gumhas oca­si­ons re­to­mar a ati­vi­dade la­bo­ral, mas os bro­tes e as di­ver­sas com­pli­ca­çons que lhe pro­vo­cam a sua en­fer­mi­dade im­pe­dí­rom-lho.

Estas di­fi­cul­da­des que sa­li­enta Figueira nom som as úni­cas que en­con­tram as mu­lhe­res na hora de ace­der a umha pen­som. A fenda de gé­nero con­ti­nua ainda de jeito claro e, as­sim, em de­zem­bro de 2019 a pen­som meia de umha mu­lher es­tava 671,86 eu­ros, en­quanto a pen­som meia de um ho­mem está nos 1.041,63. A per­sis­tên­cia da fenda sa­la­rial en­tre ho­mens e mu­lhe­res, as­sim como a falta de quo­ti­za­çom do tra­ba­lho do­més­tico e re­pro­du­tivo que tra­di­ci­o­nal­mente re­caia nas mu­lhe­res som al­gumhas das cau­sas desta de­si­gual­dade.

A fenda de gé­nero con­ti­nua ainda de jeito claro e, as­sim, em de­zem­bro de 2019 a pen­som meia de umha mu­lher es­tava 671,86 eu­ros, en­quanto a pen­som meia de um ho­mem está nos 1.041,63.

Num mo­mento em que na Galiza e no es­tado es­pa­nhol as mo­bi­li­za­çons em de­fesa do sis­tema de pen­sons e por um tra­ba­lho digno vol­tam à rua ‑com con­cen­tra­çons no pas­sado dia 23, as ma­ni­fes­ta­çons para este 30 de ja­neiro e a greve que se de­sen­volve nessa jor­nada no País Basco‑, ou­tros po­vos lui­tam tam­bém por fre­nar o avance ne­o­li­be­ral no seu ata­que às pen­sons. É o caso da França, onde o go­verno de Macron pre­tende re­for­mar a fundo o seu sis­tema pú­blico de ren­das, convertendo‑o num sis­tema de pon­tos acu­mu­lá­veis ao longo da vida la­bo­ral. Polo de agora, as mo­bi­li­za­çons da classe tra­ba­lha­dora con­se­gui­ram pa­ra­li­sar a sua me­dida mais po­lé­mica, a exis­tên­cia de umha idade pivô, que se­riam os 64 anos, que mar­ca­ria pe­na­li­za­çons caso ju­bi­lar-se an­tes de atin­gir essa idade.

A emer­gên­cias dos pla­nos pri­va­dos
Os re­cen­tes cor­tes no sis­tema de pen­sons ve­nhem acom­pa­nha­dos de um in­te­resse polo ca­pi­tal glo­bal na pri­va­ti­za­çom das ren­das. Já em 1994 o Banco Mundial mos­trava o seu in­te­resse pola pro­mo­çom de fun­dos pri­va­dos de pen­sons que se ca­pi­ta­li­za­riam no mer­cado es­pe­cu­la­tivo, fi­cando o di­nheiro das pes­soas tra­ba­lha­do­ras às ex­pen­sas dos seus de­va­neios. Tal re­la­tó­rio mos­trava como um exem­plo a se­guir a pri­va­ti­za­çom das pen­sons im­posta em Chile ‑ex­ceto para po­lí­cias e mi­li­ta­res- du­rante a di­ta­dura de Augusto Pinochet. A re­cente re­volta neste país viu evi­den­ciar como as pro­fun­das de­si­gual­da­des deste sis­tema, a pe­sar de al­gumhas re­for­mas du­rante o go­verno de Bachelet para ofe­re­cer umha ajuda com­ple­men­tar. Um dos res­pon­sá­veis da im­plan­ta­çom desse mo­delo em Chile foi José Piñera, ir­mao do atual pre­si­dente chi­leno Sebastián Piñera.

Mais re­cen­te­mente tem-se de­mons­trado o in­te­resse por parte da Uniom Europeia na cri­a­çom de um mer­cado de ca­pi­tais eu­ro­peu in­te­grado e com ca­pa­ci­dade para com­pe­tir com Wall Street e Tóquio. Para a cri­a­çom deste mer­cado de ca­pi­tais, um passo ne­ces­sá­rio se­ria a ex­pan­som dos pla­nos pri­va­dos de pen­sons. Assim, em abril do ano pas­sado o Parlamento de Europa apro­vava o re­gu­la­mento para os pro­du­tos pan-eu­ro­peus de pen­sons in­di­vi­du­ais e vo­lun­tá­rios.

Gonzalo Balo, se­cre­tá­rio da Modepen: “As bo­ni­fi­ca­çons fis­cais aos pla­nos de pen­sons pri­va­dos es­ta­mos pagando‑a to­dos nós. Estamos sub­ven­ci­o­nando os pla­nos de pen­sons pri­va­dos que fam os ri­cos, pois os tra­ba­lha­do­res com os sa­lá­rios de hoje nom po­dem per­mi­tir abrir um”

Quase to­dos es­ses sis­te­mas per­dem ca­pi­tal”, de­nun­cia Xosé Fortes, do co­le­tivo de pes­soas ju­bi­la­das da CIG, “pois o que fam é jo­gar na bolsa. Quando a bolsa sobe, ca­pi­ta­liza-se o sis­tema po­ten­cial de pen­sons pri­vado e quando a bolsa baixa, per­des ca­pi­tal. Na crise muita gente per­deu di­nheiro do seu plano de pen­sons pri­vado”. “O sis­tema pú­blico é um sis­tema de re­parto in­ter-ge­ra­ci­o­nal e so­li­dá­rio, en­quanto nos sis­te­mas pri­va­dos ti co­bras polo que quo­ti­zas: se quo­ti­zas pouco, co­bras pouco e se quo­ti­zas muito, pois co­bras muito. Mas nom re­dis­tri­bui e acha­mos que o sis­tema tem que ser re­dis­tri­bu­tivo”, acres­centa Fortes.

Pola sua banda, de Modepen de­nun­ciam que atu­al­mente os pla­nos de pen­sons pri­va­dos con­te­nhem bo­ni­fi­ca­çons fis­cais. “Essa des­gra­va­çom es­ta­mos pagando‑a to­dos nós. Estamos sub­ven­ci­o­nando os pla­nos de pen­sons pri­va­dos que fam os ri­cos, pois os tra­ba­lha­do­res com os sa­lá­rios de hoje nom po­dem per­mi­tir abrir um”, de­nun­cia Gonzalo Balo, se­cre­tá­rio da Modepen.

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