Periódico galego de informaçom crítica

A silenciosa morte do público

por
ena bar­ba­zán

A de­sa­pa­ri­çom da uni­ver­si­dade como bem pú­blico, au­tó­nomo, ge­ra­dor de pen­sa­mento crí­tico e da trans­for­ma­çom so­cial nom é gra­tuito, se­nom que fai parte da es­tra­té­gia ca­pi­ta­lista e ne­o­li­be­ral que len­ta­mente está im­pondo o seu cri­té­rio so­bre o que an­tes re­pre­sen­tava esta ins­ti­tui­çom.

De forma si­len­ci­osa, para que nin­guém le­vante de­ma­si­ado a voz de alarma, as di­nâ­mi­cas cen­tra­das quase ex­clu­si­va­mente no âm­bito mo­ne­tá­rio vam en­trando neste or­ga­nismo, e junto com elas, al­gumhas das pi­o­res ca­rac­te­rís­ti­cas do sis­tema ca­pi­ta­lista. Ganha a com­pe­ti­çom so­bre o com­pa­nhei­rismo, o eli­tismo so­bre a igual­dade en­tre es­tu­dan­tes, e o pro­fes­so­rado acaba su­mido na pre­ca­ri­e­dade, in­ca­paz de che­gar a fim de mês e per­dendo as ga­nas de trans­mi­tir e en­si­nar.

Se re­vo­lu­çons como a do 68 de­mos­trá­rom a im­por­tân­cia da uni­ver­si­dade como lu­gar para a crí­tica so­cial, de re­vo­lu­çom e de luita por umha so­ci­e­dade mais justa, o que está a acon­te­cer no nosso sé­culo de­mons­tra que, nom só nom se atin­giu a uni­ver­si­dade que se ima­gi­nou du­rante essa pri­ma­vera, se­nom que a uni­ver­si­dade de agora está mais perto de ser justo o con­trá­rio. Um lu­gar onde pa­re­cem mais im­por­tan­tes os in­te­res­ses po­lí­ti­cos e eco­nó­mi­cos que os das usuá­rias desta ins­ti­tui­çom e os da so­ci­e­dade.

A uni­ver­si­dade está em pe­rigo e a única forma de ajudá-la é re­cu­pe­rar a luita den­tro e fora dos seus mu­ros. Há que sa­car à pa­les­tra esta re­a­li­dade e dei­xar de ver a uni­ver­si­dade como um sim­ples tram­po­lim para en­trar num mundo la­bo­ral que tam­bém é a cada vez mais pre­cá­rio. A uni­ver­si­dade pode ser o lu­gar onde ger­mi­nem as se­men­tes que con­tri­buam a trans­for­mar este mo­delo de so­ci­e­dade que vai em con­tra das suas pró­prias ci­da­dás. Salvemo-la an­tes de que seja tarde.

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