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Fartas dos reportórios mais râncios decidimos lia-la”

por
sil­via mella

Há cinco anos vá­rias pes­soas re­la­ci­o­na­das com o ati­vismo e o mo­vi­mento 15-M jun­tá­rom-se na praça de Ponte Areias. Desse en­con­tro sai­ria a ideia de pôr em mar­cha o Festival das Brêtemas com o que tra­ba­lham a prol dumha vi­som cul­tu­ral al­ter­na­tiva ao Corpus Christi da vila e a re­cu­pe­ra­çom das his­tó­rias das pes­soas si­len­ci­a­das.

Realizades ati­vi­da­des du­rante todo o ano ainda que o mês mais bre­te­moso é se­tem­bro, quando se ce­le­bra o Festival. A que se deve esta es­co­lha?

A ra­zom fun­da­men­tal é a coin­ci­dên­cia com as fes­tas do povo e ofer­tar as­sim umha con­tra-pro­gra­ma­çom à li­nha ofi­cial e ins­ti­tu­ci­o­nal: pro­ces­sons, ban­das de mú­sica que to­cam para a Igreja e or­ques­tras que fa­lam e can­tam numha lín­gua que nom é a nossa.

Fartas de es­cui­tar po­los auto-fa­lan­tes co­lo­ca­dos nas ruas, os re­por­tó­rios mais rân­cios e es­pa­nho­lis­tas, far­tas de pro­gra­ma­çons que ho­me­na­geiam a pes­soas que nada te­nhem à ver com os in­te­res­ses cul­tu­rais da mai­o­ria so­cial da ju­ven­tude mais crí­tica e cons­ci­ente, de­ci­di­mos lia-la no mês do Santo Miguel e a Virgem dos Remédios.

À hora de pro­gra­mar, qual é vosso cri­té­rio para es­co­lher ar­tis­tas?

Maioritariamente ban­das ga­le­gas e em ga­lego e nas que sem­pre haja pre­sença fe­mi­nina. Somos cons­ci­en­tes de que nom sem­pre foi as­sim, mas to­dos os nos­sos es­for­ços vam en­ca­mi­nha­dos a esse fim.

Como fô­rom res­pon­dendo as as­sis­ten­tes a es­tes cinco anos de Festival?

Podemos di­zer bem or­gu­lho­sas que cada ano vai au­men­tando o aforo bre­te­moso. A res­posta que está a ter a ní­vel ga­lego (e in­clu­sive in­ter­na­ci­o­nal) é muito alen­ta­dora.

E as ha­bi­tan­tes de Ponte Areias? Que re­la­çom te­nhem com o Festival?
Contrariamente ao que ob­ser­va­mos no to­cante ao cres­cente apoio ex­terno, per­ce­be­mos que a vi­zi­nhança de Ponte Areias é me­nos par­ti­ci­pa­tiva à hora de acu­dir aos even­tos bre­te­mo­sos. Em troca, ul­ti­ma­mente fo­mos te­cendo for­tes vín­cu­los com ou­tras as­so­ci­a­çons da vila e do Condado em ge­ral com o fim de so­mar for­ças.

Qual cre­des que é o es­tado dos fes­ti­vais ga­le­gos em com­pa­ra­çom com ou­tros paí­ses?

Ainda que nom te­mos muito con­tacto com fes­ti­vais de fora da Galiza, sim ve­mos que cada vez há mais ini­ci­a­ti­vas fes­ti­va­lei­ras que lui­tan pola vi­si­bi­li­za­çom de ar­tis­tas mu­lhe­res, les­bi­a­nas e trans, apos­tando por criar es­pa­ços li­vres de agres­sons ma­chis­tas. Esse é um dos prin­ci­pais ob­je­ti­vos que per­se­gui­mos nas Brêtemas.

Cara a onde vam as bre­te­mo­sas? Por onde e como que­rem cres­cer?
Cara a vi­tó­ria! (gar­ga­lha­das) Nas re­sis­tên­cias, nos la­ços que se criam en­tre as de abaixo, há muita força para fa­zer gran­des pro­je­tos. Gostaríamos de cres­cer, com cer­teza, mas nom a qual­quer preço. Para nós é fun­da­men­tal a co­e­rên­cia com os va­lo­res que de­fen­de­mos, es­pe­ci­al­mente a ale­gria.

Neste der­ra­deiro bo­cado da en­tre­vista, e para fi­car com bom sa­bor de boca, po­de­ría­des re­su­mir a es­sên­cia bre­te­mosa numha frase?
Despeja a tua mente.

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