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Junta favorece o crescimento da pecuária intensiva na Límia

por
al­fonso rodriguez

Nos últimos três anos umhas 23 avaliaçons ambientais permitírom a implantaçom de novas exploraçons pecuárias ou a ampliaçom de outras já existentes na Límia. A pandémia nom ofereceu nengumha trégua no crescimento dumha indústria que está a provocar graves problemas de contaminaçom na comarca. Desde a proclamaçom do estado de alarme a administraçom autonómica resolveu oito destes expedientes ambientais.

Em 2020 os ser­vi­ços de ava­li­a­çom am­bi­en­tal da Junta re­sol­vê­rom seis Declaraçons de Impato Ambiental (DIA) ‑a maior quan­ti­dade deste tipo nos úl­ti­mos três anos- para gran­jas in­ten­si­vas na co­marca da Límia. Quatro de­las cor­res­pon­de­riam a am­pli­a­çons de ex­plo­ra­çons aví­co­las, umha à am­pli­a­çom de umha ex­plo­ra­çom por­cina e ou­tra à im­plan­ta­çom de umha nova granja de ceva de polos.

As DIA som as ava­li­a­çons am­bi­en­tais cor­res­pon­den­tes às ex­plo­ra­çons que su­pe­rem as 40.000 va­gas de ga­li­nhas po­nhe­do­ras ou 55.000 de po­los para a ceva, no caso das ex­plo­ra­çons aví­co­las. No caso de ex­plo­ra­çons por­ci­nas, as DIA cor­res­pon­dem a gran­jas que su­pe­rem as 2000 ca­be­ças de por­cos de en­gorde ou as 750 por­cas de cria. Som as­si­na­das pola di­re­çom-ge­ral de Qualidade Ambiental, de­pen­dente da Conselharia de Meio Ambiente. As ex­plo­ra­çons com ca­pa­ci­da­des me­no­res às des­cri­tas cor­res­ponde-lhes umha ava­li­a­çom de in­ci­dên­cia am­bi­en­tal, com tra­mi­ta­çom mais ágil e que é as­si­nada pola Chefatura Territorial da Conselharia de Meio Ambiente. Caso al­gumha des­tas ex­plo­ra­çons mais pe­que­nas con­tem com pos­sí­veis efei­tos ne­ga­ti­vos ou, por exem­plo, es­te­jam pró­xi­mas dal­gum ter­reno com pro­te­çom am­bi­en­tal, a Conselharia emite um re­la­tó­rio de im­pacto am­bi­en­tal, em que de­ter­mina se é ne­ces­sá­rio re­a­li­zar umha DIA ou se a ava­li­a­çom de im­pacto am­bi­en­tal sim­pli­fi­cada que se re­a­li­zou foi suficiente.

A mai­o­ria das ava­li­a­çons am­bi­en­tais apro­va­das nos úl­ti­mos anos som para a am­pli­a­çom de ex­plo­ra­çons aví­co­las de ceva de polos

Porém, é ha­bi­tual en­con­trar en­tre as ex­plo­ra­çons que en­tram den­tro da ava­li­a­çom de in­ci­dên­cia am­bi­en­tal ca­pa­ci­da­des mui ache­ga­das dos li­mi­tes mar­ca­dos para re­a­li­zar umha ava­li­a­çom mais sim­ples ou mais com­plexa. Assim, em 2020 umha ex­plo­ra­çom por­cina de ceva em Trasmiras com ava­li­a­çom de in­ci­dên­cia am­bi­en­tal atin­gia as 1980 ca­be­ças de por­cos para a ceva. Por ou­tro lado, qual­quer ex­plo­ra­çom que se ava­lie me­di­ante este pro­ce­di­mento po­derá tam­bém no fu­turo apre­sen­tar umha am­pli­a­çom do pro­jeto ‑que ha­verá que so­me­ter a ava­li­a­çom am­bi­en­tal cor­res­pon­dente-. Em 2019 re­ce­biam umha ava­li­a­çom de in­ci­dên­cia am­bi­en­tal fa­vo­rá­vel duas no­vas ex­plo­ra­çons aví­co­las de ceva e ou­tras duas ex­plo­ra­çons porcinas.

Ampliaçons de ex­plo­ra­çons avícolas

Assim, des­sas 23 ava­li­a­çons am­bi­en­tais apro­va­das nos úl­ti­mos três anos, 11 cor­res­pon­dem a am­pli­a­çons de ex­plo­ra­çons aví­co­las já exis­ten­tes e a mai­o­ria som para a ceva de po­los. Só duas des­tas eram in­fe­ri­o­res a 55.000 po­los. O maior des­tes no­vos pro­je­tos é a am­pli­a­çom de umha ex­plo­ra­çom em Vilar de Santos que pas­sa­ria de 68.544 a 104.408 po­los. Na mai­o­ria des­tas ex­plo­ra­çons os ani­mais pas­sam ape­nas en­tre 45 e 50 dias na granja ‑os co­nhe­ci­dos como broi­lers-, dando lu­gar a cinco ou seis ci­clos pro­du­ti­vos anu­ais. Deste jeito, a pro­du­çom anual de po­los da ci­tada ex­plo­ra­çom de Vilar de Santos su­pe­ra­ria os 600.000 polos.

alex ro­za­dos

Por con­ce­lhos da co­marca, nes­tes úl­ti­mos três anos som Baltar e Sarreaus os que con­tam com mais pro­je­tos pe­cuá­rios com ava­li­a­çom am­bi­en­tal fa­vo­rá­vel, com cinco cada um. Seguem-lhes Ginzo e Trasmiras com três cada um.

Xurros para as parcelas

Ainda que as ava­li­a­çons am­bi­en­tais de di­verso tipo afir­mem a vi­a­bi­li­dade des­tes pro­je­tos pe­cuá­rios in­ten­si­vos, na sua lei­tura en­con­tra-se umha es­pe­cial pre­o­cu­pa­çom pola con­ta­mi­na­çom por xur­ros nas águas da Límia. Fundamentalmente, a ges­tom dos xur­ros das gran­jas in­ten­si­vas con­siste em em­pregá-los como fer­ti­li­zante em di­fe­ren­tes par­ce­las da co­marca, al­gumhas de­las in­se­ri­das mesmo den­tro de es­pa­ços pro­te­gi­dos pola Rede Natura. A Direçom Geral de Património Natural e a Confederaçom Hidrográfica Minho-Sil nas con­sul­tas das ava­li­a­çons mos­tram a sua pre­o­cu­pa­çom ar­re­dor de como es­tas des­car­gas de xur­ros po­dem afe­tar as águas su­per­fi­ci­ais e sub­ter­rá­neas. Mas quem vem de­nun­ci­ando fron­tal­mente o pro­blema da con­ta­mi­na­çom polo ex­cesso de xur­ros nas ter­ras li­miás é a Sociedade Galega de Historia Natural (SGHN). “Existe umha sa­tu­ra­çom de ins­ta­la­çons pe­cuá­rias na ca­be­ceira do rio Límia, umha boa parte ti­tu­la­ri­e­dade do grupo Coren, que im­pli­ca­ria a exis­tên­cia de um plano de­fi­nido de in­ten­si­fi­ca­çom gan­deira nesta zona que nunca se so­me­teu a ava­li­a­çom am­bi­en­tal no seu con­junto para de­ter­mi­nar os efec­tos si­nér­gi­cos e acu­mu­la­ti­vos da con­cen­tra­çom de in­dús­trias deste tipo na chaira li­miá”, as­si­nala a SGHN numha ale­ga­çom à ci­tada am­pli­a­çom da ex­plo­ra­çom aví­cola de Vilar de Santos.

A Sociedade Galega de História Natural con­si­dera ur­gente a de­cla­ra­çom de umha mo­ra­tó­ria na tra­mi­ta­çom das so­li­ci­tu­des de ins­ta­la­çom ou am­pli­a­çom de ex­plo­ra­çons pe­cuá­rias es­ta­bu­la­das na Límia

Deste jeito, esta so­ci­e­dade leva mais de 10 anos apre­sen­tando ale­ga­çons e re­la­tó­rios ante qual­quer pro­jeto pe­cuá­rio in­ten­sivo novo na Límia. Também con­si­dera ur­gente a de­cla­ra­çom de umha mo­ra­tó­ria na tra­mi­ta­çom das so­li­ci­tu­des de ins­ta­la­çom ou am­pli­a­çom de ex­plo­ra­çons pe­cuá­rias es­ta­bu­la­das na Límia até que se­jam ava­li­a­dos os efei­tos si­nér­gi­cos e acu­mu­la­ti­vos das ex­plo­ra­çons pre­vi­a­mente exis­ten­tes. Porém, as de­man­das da SGHN nom som es­cu­ta­das por umha ad­mi­nis­tra­çom que con­ti­nua sem en­con­trar efei­tos ne­ga­ti­vos para o meio am­bi­ente nes­tas granjas.

Continuará a crescer

As ci­fras de ava­li­a­çons am­bi­en­tais re­sol­vi­das nos três úl­ti­mos anos, ainda que ex­po­nhem que em­bora os aler­tas a pe­cuá­ria in­ten­siva tem pla­ne­ado con­ti­nuar a se ex­pan­dir, som ape­nas umha pe­quena mos­tra deste pro­blema na co­marca li­miá. A SGHN em 2017 con­ta­bi­li­zava em 350 as gran­jas pre­sen­tes na ba­cia do Límia, é di­zer, 1,2 gran­jas por qui­ló­me­tro quadrado.

Segundo os da­dos pú­bli­cos so­bre pro­ce­di­men­tos de DIA aber­tos na atu­a­li­dade, es­tám à es­pera de re­so­lu­çom a am­pli­a­çom de umha granja aví­cola até 91.028 po­los de ceva em Ginzo, umha nova granja de ceva de po­los com ca­pa­ci­dade para 25.872 aves no con­ce­lho de Junqueira de Ambia que se si­tu­a­ria den­tro da Zona Especial de Proteçom de Aves da Límia e a am­pli­a­çom de umha ex­plo­ra­çom por­cina de ceva até as 2.640 ca­be­ças em Vilar de Bairro. Assim mesmo, te­rám que ser re­vis­tas as Avaliaçons Ambientais Integradas de duas ex­plo­ra­çons por­ci­nas de Sarreaus. No ime­di­ato, tudo in­dica que a pe­cuá­ria in­ten­siva con­ti­nu­ará a me­drar nesta comarca.

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