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Luitas sindicais perante o coronavírus

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A chegada da pandemia ao nosso país, cujo pico se estima para as primeiras semanas de abril, pom em jogo a continuidade dos postos de trabalho e a segurança de muitas trabalhadoras e trabalhadores.

Nos dias 12 e 13 de março a re­a­li­dade ace­le­rou-se. Já exis­tiam ca­sos de pes­soas en­fer­mas da Covid-19, mas foi nes­tas jor­na­das que as me­di­das mais drás­ti­cas co­me­çá­rom a se ma­te­ri­a­li­zar. Após umha reu­niom do con­se­lho da Junta, o pre­si­dente Alberto Núñez Feijóo anun­ci­ava vá­rias me­di­das como a sus­pen­som das au­las, o fe­che dos cen­tros so­ci­o­co­mu­ni­tá­rios, as­sim como mu­seus ou ar­qui­vos. No dia se­guinte, o pre­si­dente do go­verno es­pa­nhol, Pedro Sánchez, anun­ci­ava a pro­cla­ma­çom do es­tado de alarma, com a proi­bi­çom à po­pu­la­çom do es­tado de sair das suas ca­sas, ex­ceto o im­pres­cin­dí­vel, como fa­zer a com­pra ou ir ao tra­ba­lho.

A si­tu­a­çom atual de queda na pro­du­ti­vi­dade e de in­cer­teza so­bre o fu­turo das pes­soas tra­ba­lha­do­ras, as­sim como da falta de me­di­das de se­gu­rança pe­rante o con­tá­gio nos cen­tros de tra­ba­lho, es­tám a pôr às cen­trais sin­di­cais ga­le­gas di­ante de no­vos ce­ná­rios. A 21 de março, o se­cre­tá­rio ge­ral da CIG, Paulo Carril, re­cla­mava que “de­vem pa­ra­li­sar-se to­das as ati­vi­da­des, ex­ceto aque­las de­cla­ra­das im­pres­cin­dí­veis para en­fren­tar esta si­tu­a­çom de emer­gên­cia sa­ni­tá­ria”, e que es­tes ser­vi­ços es­sen­ci­ais con­tas­sem com as pro­te­çons ne­ces­sá­rias. Assim, Carril tam­bém de­nun­ciou a falta de co­or­de­na­çom por parte da ad­mi­nis­tra­çom na aten­çom das de­man­das por falta de pro­te­çom às tra­ba­lha­do­ras nos seus pos­tos. “A po­lí­cia, no canto de ga­ran­tir que o pes­soal que con­ti­nua a tra­ba­lhar o faga de forma se­gura, anda a exer­cer umha la­bor de con­trole so­cial pola rua”, de­nun­ci­ava o se­cre­tá­rio ge­ral da CIG.

Pessoal de re­si­dên­cias
Trabalhadoras es­pe­ci­al­mente vul­ne­rá­veis es­tám a ser as das re­si­dên­cias de pes­soas mai­o­res, lu­ga­res que se te­nhem con­ver­tido em im­por­tan­tes fo­cos de pro­pa­ga­çom do ví­rus e de mor­tan­dade. Em 20 de março a CIG-Autonómica de­nun­ci­ava, atra­vés de umha nota de im­prensa, a fa­lha de ma­te­rial de pro­te­çom nos cen­tros de mai­o­res da con­se­lha­ria de Política Social e que nessa data ainda nom se to­ma­ram me­di­das de pre­ven­çom nem se do­ta­ram de equi­pa­men­tos de pro­te­çom in­di­vi­dual (EPIS) ao pes­soal.

Em 20 de março a CIG-Autonómica de­nun­ci­ava, atra­vés de umha nota de im­prensa, a fa­lha de ma­te­rial de pro­te­çom nos cen­tros de mai­o­res da con­se­lha­ria de Política Social e que nessa data ainda nom se to­ma­ram me­di­das de pre­ven­çom nem se do­ta­ram de equi­pa­men­tos de pro­te­çom in­di­vi­dual (EPIS) ao pes­soal.

Segundo ex­pom esta cen­tral sin­di­cal, “a con­se­lha­ria in­forma aos cen­tros de que ‘só se atu­a­ria com Epis com­ple­tos no caso de po­si­ti­vos no cen­tro’, in­cum­prindo as­sim o de­ver le­gal de pre­ven­çom do risco que te­nhem que ter cara ao seu pes­soal e pes­soas usuá­rias. Quer di­zer, só po­nhem meios umha vez que a in­fe­çom está den­tro”.

Por sua banda, da CIG-Saúde re­cla­má­rom à Junta co­nhe­cer o es­tado real de stock dos EPIS. “A sen­sa­çom é que es­ta­mos apli­cando desde o prin­cí­pio as me­di­das que pro­pom o Ministério de Sanidade para ca­sos de in­dis­po­ni­bi­li­dade de Epis”, aler­tam num co­mu­ni­cado. “Ter a sen­sa­çom cons­tante de es­tar sendo ques­ti­o­na­dos por re­cla­mar as equi­pas ajei­ta­dos para cada ati­vi­dade que se re­a­liza no âm­bito sa­ni­tá­rio nom fai mais que in­cre­men­tar o ní­vel de an­si­e­dade e des­pro­te­çom cara às tra­ba­lha­do­ras e tra­ba­lha­do­res”, acres­cen­tam.

Entre as de­man­das de CIG-Saúde en­con­tra-se tam­bém que se re­a­li­zem con­tra­tos de maior du­ra­çom e es­ta­be­le­cer um pro­ce­di­mento que te­nha em conta o pes­soal sa­ni­tá­rio sen­sí­vel. “Detetamos a falta de me­di­das com as mu­lhe­res grá­vi­das, pes­soal es­pe­ci­al­mente sen­sí­vel, que som obri­ga­das a per­ma­ne­cer em ser­vi­ços que som re­fe­rên­cia da Covid-19 ou ser­vi­ços com alta pro­ba­bi­li­dade de con­tacto”, de­nun­ciam.

Da cen­tral sin­di­cal CUT aler­tam da pos­si­bi­li­dade de que as em­pre­sas es­te­jam a for­mu­lar ERTES frau­du­len­tos, que se en­con­tra­riam fora dos pa­râ­me­tros do de­creto. Assim, co­lo­cam o exem­plo do acon­te­cido com a pro­posta de ERTE do Burger King.

Expedientes de re­gu­la­çom
Assim, as cen­trais sin­di­cais tam­bém pre­vêm um au­mento dos Expedientes de re­gu­la­çom de em­prego (ERES) e os Expedientes de re­gu­la­çom tem­po­ral de em­prego (ERTES) por cau­sas de força maior. Os mo­ti­vos que po­dem le­var a este tipo de ex­pe­di­en­tes ex­po­nhem-se no Real Decreto-Lei 8/2020 de me­di­das ur­gen­tes ex­tra­or­di­ná­rias ante a crise só­cio-sa­ni­tá­ria do co­ro­na­ví­rus. Se se aco­lhe a este pro­cesso, a em­presa terá que re­a­li­zar um re­la­tó­rio da si­tu­a­çom, e a au­to­ri­dade la­bo­ral terá que re­sol­ver em cinco dias. Da cen­tral sin­di­cal CUT aler­tam da pos­si­bi­li­dade de que as em­pre­sas es­te­jam a for­mu­lar ERTES frau­du­len­tos, que se en­con­tra­riam fora dos pa­râ­me­tros do de­creto. Assim, co­lo­cam o exem­plo do acon­te­cido com a pro­posta de ERTE do Burger King, que te­ria afe­tado a 14.000 tra­ba­lha­do­ras em todo o es­tado, mas que o mi­nis­té­rio es­pa­nhol de Trabalho re­cha­çou ao en­ten­der que a em­presa ainda po­de­ria re­a­li­zar parte da sua ati­vi­dade. Deste jeito, cha­mam a que as tra­ba­lha­do­ras e tra­ba­lha­do­res nom co­la­bo­rem com as em­pre­sas que pre­ten­dem re­a­li­zar cor­tes no pes­soal.

Nestas se­ma­nas, vem de for­mu­lar um ERTE, que co­me­ça­ria a apli­car-se a par­tir do mês de abril, a mul­ti­na­ci­o­nal Inditex, que po­de­ria afe­tar umhas 25.000 tra­ba­lha­do­ras e tra­ba­lha­do­res de todo o es­tado. Da CIG-Serviços fa­ziam umha va­lo­ra­çom deste anún­cio e con­si­de­ra­vam “pun­gente” este ERTE quando “esse mesmo dia, [a Inditex] anun­cie em to­dos os meios de co­mu­ni­ca­çom que ob­tivo uns lu­cros de 3.639 mi­lhons de eu­ros en­tre o 1 de fe­ve­reiro de 2019 e o 31 de ja­neiro de 2020”.

SLG e Fruga, re­cla­má­rom de jeito con­junto a con­ti­nui­dade dos mer­ca­dos de ali­men­tos de pro­xi­mi­dade nos con­ce­lhos do nosso país.

Sindicalismo agrá­rio
No senso agrá­rio, as duas cen­trais sin­di­cais ga­le­gas, SLG e Fruga, re­cla­má­rom de jeito con­junto a con­ti­nui­dade dos mer­ca­dos de ali­men­tos de pro­xi­mi­dade nos con­ce­lhos do nosso país. Assim, lem­bram que es­tes mer­ca­dos som “umha ati­vi­dade eco­nó­mica fun­da­men­tal para to­das aque­las fa­mí­lias la­bre­gas que op­tá­rom pola venda di­reta para co­mer­ci­a­li­zar as suas pro­du­çons, as­sim como para as pes­soas con­su­mi­do­ras ha­bi­tu­ais”, ex­po­nhem no co­mu­ni­cado. “Do SLG e a Fruga su­bli­nha­mos, e as­sim o de­nun­ci­a­re­mos, que os con­ce­lhos que de­ci­dam o fe­che de mer­ca­dos de ali­men­tos lo­cais es­ta­rám a in­cor­rer numha in­ter­pre­ta­çom ex­ces­si­va­mente res­tri­tiva das proi­bi­çons sa­ni­tá­rias di­ri­gi­das a con­ter a pan­de­mia da Covid-19 e mesmo con­tra­pro­du­cente”, acres­cen­tam.

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