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Marchena nom pode permitir-se passar à história como quem deixou livres os que tentaram romper Espanha”

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Entrevista a Robert Sabata, presidente de Advogados/as Europeus/as Democratas e membro de International Trial Watch

Os ob­ser­va­do­res in­ter­na­ci­o­nais re­la­tam vá­rias ir­re­gu­la­ri­da­des. Quais som as mais gra­ves?

A mais evi­dente é que som pre­sos po­lí­ti­cos, cum­prem to­dos os re­qui­si­tos para sê-lo por de­fi­ni­çom, e nom es­tám a ser tra­ta­dos como tal. Aos ob­ser­va­do­res in­ter­na­ci­o­nais o que mais lhes custa en­ten­der é a com­po­si­çom da sala e a de­sa­pa­ri­çom dum juiz pre­de­ter­mi­nado por lei, é di­zer, é o pró­prio Tribunal Supremo quem o de­cide, o que im­pede im­pug­nar a sua com­pe­tên­cia. Isto lem­bra-lhes muito a pro­ces­sos na Turquia.

Também es­tám mui sur­pre­en­di­dos pola falta de in­co­mu­ni­ca­çom das tes­te­mu­nhas: umhas es­cui­tam o que dim as ou­tras e re­pe­tem tal qual como um man­tra, e as­sim fun­da­men­tam a ‘se­di­çom’. E é es­can­da­loso que Marchena nom per­mita mos­trar os ví­deos quando de­cla­ram as tes­te­mu­nhas. É umha prova de des­cargo, mui im­por­tante para va­lo­rar a cre­di­bi­li­dade des­ses tes­te­mu­nhos re­pe­ti­ti­vos de ‘bar­ri­ca­das de pes­soas’, ‘mu­ros hu­ma­nos’… O tri­bu­nal nom quer que se ve­jam ima­gens; nom se pode per­mi­tir esta chuva de ima­gens da vi­o­lên­cia po­li­cial a dar a volta ao mundo mais umha vez, por isso mu­dam as re­gras do jogo.

Resulta crí­vel esse re­lato da ‘se­di­çom’ no 1‑O?

Os ob­ser­va­do­res olham com pre­o­cu­pa­çom para esse re­lato que se está a cons­truir so­bre vi­o­lên­cia, mui in­con­sis­tente. Um ob­ser­va­dor da Palestina fi­cou aba­lado quando um po­lí­cia cha­mou de vi­o­lên­cia te­rem-lhe lan­çado um io­gurte.

Também há um feito mui im­por­tante que se está pas­sar por alto na cons­tru­çom do re­lato, que é o pa­pel da po­lí­cia no 1 de Outubro. A po­lí­cia deve-se à sal­va­guarda das li­ber­da­des de ma­ni­fes­ta­çom e ex­pres­som. Estes di­rei­tos som pri­mor­di­ais no Direito, e im­pedi-los é um feito de­li­tu­oso. É di­zer: o di­reito pe­nal pom por di­ante um di­reito fun­da­men­tal como é a li­ber­dade de reu­niom e ex­pres­som, di­ante da “sub­ver­som da or­dem pú­blica”.

E tem-lhes cha­mado a aten­çom o trato de Marchena aos ad­vo­ga­dos da de­fensa, cor­tando as per­gun­tas no mo­mento em que se fam…

Qual é o per­fil de Marchena den­tro do mundo ju­di­cial?

Toda a cú­pula ju­di­cial es­pa­nhola está muito vin­cu­lada com a cor­ru­çom po­lí­tica, é tre­men­da­mente cli­en­te­lista e ocu­pam-na fa­mí­lias com muito po­der com um peso im­por­tante den­tro do Estado. E Marchena é um juiz mui con­ser­va­dor e re­a­ci­o­ná­rio. Nom se pode per­mi­tir pas­sar à his­tó­ria como o juiz que nom en­ca­deou os que ten­ta­ram que­brar a uni­dade de Espanha, e tem esta pres­som.

Que per­curso po­dem ter os re­la­tó­rios re­a­li­za­dos por ob­ser­va­do­res in­ter­na­ci­o­nais?

Este é o gram pro­blema. Umha vez saia a sen­tença nom há pos­si­bi­li­dade de re­corrê-la. No Tribunal Supremo nom há di­reito a re­curso or­di­ná­rio, polo que nom há nen­gum tri­bu­nal por cima dele para fis­ca­li­zar no Estado. Isto tam­bém choca muito ás ob­ser­va­do­ras. Acabará em Estrasburgo, mas vai de­mo­rar muito em che­gar lá. Na prá­tica, o único que po­dem fa­zer som re­la­tó­rios e de­nún­cias na im­prensa.

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