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Pablo Tobío, de Liska: “Somos um povo virado para o mar”

por
glo­ria mon­te­ne­gro

No meio da crise sanitária a banda viguesa Liska apresentava República 2.0. Um EP mais pegado ao mar do que a terra, com cinco temas e um vídeo que serve de homenagem ao trabalho marinheiro. Muita denúncia, muito ska e eis a inovaçom, muito ritmo latino. Podedes encontrar o disco nas plataformas digitais.

Tés dito que o ska punk às ve­zes está tri­lhado, que pode ser re­pe­ti­tivo. Como fu­gi­des disso neste EP?
Pois com os no­vos sons que me­te­mos no disco. Depois de fa­zer ska du­rante tan­tos anos de um modo de­ter­mi­nado, se nom vás ino­vando e in­tro­du­zindo no­vos sons e rit­mos pode fi­car um pouco curto, um pouco tri­lhado o per­curso da mú­sica. Quixemos ino­var um pouco sem per­der a es­sên­cia do ska, que é o que nos ca­rac­te­riza.

Quais os no­vos sons que po­de­mos en­con­trar em República 2.0?
Depende de cada tema. Talvez onde mais des­ta­que seja em Tam perto, que se fijo ba­se­ando-nos em rit­mos como o som cu­bano e a gua­jira; e da mis­tura des­ses rit­mos com o ska fijo-se um tema bas­tante ori­gi­nal. 

Figestes um ví­deo para Labregas do mar, e lan­ças­tes cinco te­mas no­vos. Quais te­má­ti­cas ou ideias tra­tam?
A ideia era lan­çar o ví­deo pré­vio ao lan­ça­mento do disco com­pleto, mas des­bor­dou-nos a si­tu­a­çom do co­ro­na­ví­rus e lan­ça­mos os te­mas e o vi­de­o­clipe em maio. Labregas do mar é umha ho­me­na­gem ao mundo do tra­ba­lho, à mu­lher, ao mundo do mar, à Galiza atlân­tica à que per­ten­ce­mos, com 1500 qui­ló­me­tros de costa… Somos um povo vi­rado para o mar, e isso re­flete-se na nossa es­sên­cia e na nossa cul­tura. No disco es­tám to­das es­sas cou­sas, e cada tema nom se re­duz a umha ideia con­creta. Podes en­con­trar, de­pen­dendo dos olhos com que o ve­jas, umha mul­ti­tude de re­fe­rên­cias, de vi­vên­cias e em de­fi­ni­tivo, de cul­tu­ras.

Já em chave de atu­a­li­dade. Como se apre­senta o ve­rao nas cir­cuns­tân­cias atu­ais?
Nom é nada novo para nós, to­das as ban­das es­ta­mos nesta si­tu­a­çom. O ve­rao vai ser quase au­sente para o tra­ba­lho que vi­mos fa­zendo atu­al­mente as ban­das, que som con­cer­tos, fes­ti­vais e de­mais. Este ano nós já o te­mos pla­ni­fi­cado de umha forma dis­tinta, e ainda me­nos mal que tí­nha­mos tra­ba­lho avan­çado e lan­ça­mos o EP. Agora pas­sa­re­mos es­tes me­ses a en­saiar e tra­ba­lhar no­vos te­mas. Já es­ta­mos nisso, com o olhar posto em po­der lan­çar um novo tema em fi­nais de ano, para que as­sim nom fi­que tudo em saco roto com esta ‘mo­vida’.

Ficamos aten­tas logo. Algumha cousa a acres­cen­tar?
Muito obri­gado por nos dar voz à gente que fa­ze­mos cul­tura e que es­ta­mos pe­le­jando lado a lado com pro­je­tos, tam­bém como o vosso. Satisfai-nos muito que si­gam exis­tindo es­tes pro­je­tos. Do mesmo modo que custa muito tra­ba­lho e sa­cri­fí­cio man­ter os gru­pos po­pu­la­res de mú­sica em ga­lego, sa­be­mos que es­tes meios in­for­ma­ti­vos tam­bém le­vam tra­ba­lho e es­forço.

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