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Para as estudantes na pandemia: cuidados, ânimo e independência

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Campanha pola apre­sen­ta­çom da or­ga­ni­za­çom es­tu­dan­til Zua o pas­sado de­zem­bro. Zua sig­ni­fica Lume em baralhete.

Nas pá­gi­nas deste mesmo pe­rió­dico há me­ses que se vêm pu­bli­cando ar­ti­gos so­bre as con­di­ções em que são de­sen­vol­vi­dos a mi­li­tân­cia e o sin­di­ca­lismo desde o co­meço da pan­de­mia da co­vid-19. Nada novo para o es­tu­dan­tado. As pe­jas que nos fo­ram co­lo­ca­das no pas­sado ano aca­dê­mico es­go­ta­ram o nosso tempo e as nos­sas for­ças, mas apa­ren­te­mente não a nossa pa­ci­ên­cia. As es­tu­dan­tes sem­pre re­co­nhe­ce­mos as di­fi­cul­da­des ine­ren­tes à ges­tão duma cir­cuns­tân­cia como a vi­vida, mas não por isso po­día­mos re­nun­ciar à crí­tica fron­tal das me­di­das to­ma­das pe­los po­de­res uni­ver­si­tá­rios, cu­jas con­sequên­cias so­fre­mos sem­pre as mesmas.

Já neste ano, mais in­cer­teza e mais in­com­pe­tên­cia. O alu­nado uni­ver­si­tá­rio tem-se or­ga­ni­zado para de­nun­ciar via re­des so­ci­ais a sua far­tura pela má ges­tão, mas o agravo não cessa. Problemas com os ho­rá­rios, com a do­cên­cia, alu­nas que cur­sam ape­nas um terço das au­las (por mo­ti­vos de es­paço) e de­vem se­guir pa­gando a to­ta­li­dade dos cré­di­tos, sis­te­mas mi­li­ta­res de con­trole para ga­ran­tir a «res­pon­sa­bi­li­dade in­di­vi­dual» ao tempo que a TV nos mos­tra ma­dri­le­nas sem más­cara nas es­pla­na­das dos ba­res. Indecência e sem­pre in­de­cên­cia. E a nossa pre­ca­ri­e­dade não mar­chou, se­gue aí. Nunca ganhamos.

As es­tu­dan­tes não po­día­mos re­nun­ciar à crí­tica fron­tal das me­di­das to­ma­das pe­los po­de­res uni­ver­si­tá­rios, cu­jas con­sequên­cias so­fre­mos sem­pre as mesmas

E como lu­tar con­tra isto? Desde há já me­ses o nú­mero per­mi­tido de não con­vi­ven­tes reu­ni­das im­pede a ce­le­bra­ção de as­sem­bleias, sem im­por­tar as me­di­das to­ma­das. E, se te­mos reu­niões te­le­má­ti­cas, para pouco nos ser­vem. Não po­de­mos or­ga­ni­zar ma­ni­fes­ta­ções para ber­rar a mi­sé­ria, nem for­mar-nos e de­ba­ter em pa­les­tras pros­cri­tas. Sempre com as suas nor­mas, sem­pre sob as suas normas. 

Por ou­tra banda, o mo­vi­mento es­tu­dan­til ga­lego ar­rasta ainda um pro­cesso que co­me­çou com o ano 2018 e que está a re­con­fi­gu­rar o pai­nel de jogo por com­pleto. A mar­gi­na­li­za­ção do cír­culo da Frente Popular Galega, en­car­nado no campo es­tu­dan­til pela Asemblea Nacional das Estudantes Galegas (ANEGA), e a baixa mas­siva de mi­li­tan­tes de Erguer evi­den­ciam, pe­los mo­ti­vos que aga­cham, uma crise ge­ral de cui­da­dos no seio do sin­di­ca­lismo ju­ve­nil. Cumpre uma re­for­mu­la­ção que co­lo­que os cui­da­dos no cen­tro da agenda e da vida po­lí­tica das es­tu­dan­tes, e que não atenda a hi­e­rar­quias nem a do­mi­na­ções. É o único ca­mi­nho que que­re­mos; por isso, en­tre ou­tras cou­sas, es­ta­mos nós aqui.

Este é o qua­dro em que te­mos de en­fren­tar a mi­li­tân­cia agora mesmo, e es­ta­mos cons­ci­en­tes da du­reza com que se nos apre­senta. Porém, essa du­reza es­ti­mula-nos mais ainda e con­vida-nos a se­guir lu­tando, longe de abai­xar o nosso ânimo ou su­ge­rir-nos o aban­dono. A cons­tru­ção na­ci­o­nal e o pro­cesso de li­ber­ta­ção de­vem ter, como his­to­ri­ca­mente ti­ve­ram, uma frente aberta na uni­ver­si­dade, e é ne­ces­sá­rio que a te­nham tam­bém cada vez mais no en­sino se­cun­dá­rio e na for­ma­ção pro­fis­si­o­nal (du­pla­mente na se­gunda, por ser es­tu­dan­til e la­bo­ral), que as mo­ças se cons­ci­en­ti­zem já sendo no­vas e com­ba­tam a pre­ca­ri­e­dade sem se con­for­ma­rem, lá onde fo­rem. Porque as que vi­e­rem de­pois de­las hão-lhe-lo agradecer.

As es­tu­dan­tes in­de­pen­den­tis­tas se­gui­mos adiante!

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