Periódico galego de informaçom crítica

Por umha greve de todas

por
Militantes do National Woman’s Party pre­sas nos EUA (1919)

A greve de mu­lhe­res deste ano soma a cada dia mais pos­si­bi­li­da­des de con­ver­ter-se num ponto de in­fle­xom no mo­vi­mento fe­mi­nista ga­lego. A aper­tura de pro­ces­sos, de­ba­tes e diá­lo­gos na pre­pa­ra­çom deste 8 de março evi­den­cia no­vos ca­mi­nhos e em­purra com ener­gia umha vaga de luita e uniom. Mas qual é o ob­je­tivo prin­ci­pal des­tes no­vos pas­sos?

A vi­o­lên­cia con­tra as mu­lhe­res é la­bo­ral, se­xual, ins­ti­tu­ci­o­nal, eco­nó­mica, tam­bém é vi­o­lên­cia das re­la­çons de pro­pri­e­dade ca­pi­ta­lis­tas e do Estado, das po­lí­ti­cas mi­gra­tó­rias, do en­car­ce­ra­mento mas­sivo, da falta de qua­li­dade na as­sis­tên­cia sa­ni­tá­ria, das po­lí­ti­cas dis­cri­mi­na­tó­rias con­tra as mu­lhe­res lés­bi­cas, trans­gê­nero e queer, da de­gra­da­çom do en­sino pú­blico que es­conde a ge­ne­a­lo­gia das mu­lhe­res, e em es­pe­cial das obrei­ras e mi­li­tan­tes.

O fe­mi­nismo ga­lego or­ga­ni­zado deixa claro que nom se con­forma com com­ba­ter o teito de cris­tal por­que nas­ceu para ser casa de to­das as ex­cluí­das. Um mo­vi­mento com vo­ca­çom de trans­for­mar o tra­ba­lho, a co­me­çar po­los cui­da­dos, e com von­tade de so­mar as mu­lhe­res do mer­cado la­bo­ral for­mal, as que tra­ba­lham na re­pro­du­çom so­cial e os cui­da­dos, as tra­ba­lha­do­ras em paro ou com em­prego pre­cá­rio.

Este 8 de março cum­pre umha fe­mi­nis­ti­za­çom da greve e um se­gui­mento mas­sivo para que a açom seja todo o efi­caz que é pre­ciso. Trata-se dumha greve ge­ral de mu­lhe­res, que de­ses­tru­tura o ín­timo e o pú­blico e em cuja trama es­tám a con­ver­gir mui­tas for­ças para que­brar o pa­tri­ar­cado, o im­pe­ri­a­lismo, o ne­o­li­be­ra­lismo. Muitas mu­lhe­res a se ar­ma­rem con­tra quem se nega a aban­do­nar os seus pri­vi­lé­gios.

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