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Rimas como punhos

por

Dizia o ex­perto em tra­di­çom oral Miles Folley no do­cu­men­tá­rio Bertsolaris1 que o bert­so­la­rismo é com­pa­rá­vel com ou­tras for­mas de im­pro­vi­sa­çom oral do mundo, mas que é na sua so­ci­a­li­za­çom onde este mo­vi­mento po­pu­lar ba­teu qual­quer re­corde. Em 2009, mais de 13000 pes­soas as­sis­tiam ao cam­pe­o­nato de Bertsos em Euskal Herria. A ga­nha­dora Maialen Lujanbio fe­chava a jor­nada desta forma:


o nosso ca­mi­nho nom é sim­ples
cheio de juí­zos leis e im­pe­di­men­tos
às qua­tro es­qui­nas de Euskal Herria
vol­ta­re­mos na noite
e com a força cá reu­nida
ca­lor e ale­gria la­ten­tes
si­ga­mos a criar este povo
do eus­cara e em eus­cara

Em de­zem­bro de 1990 es­treia-se a já mí­tica banda Negu Gorriak frente à pri­som de Herrera de la Mancha. Umha das mú­si­cas es­co­lhi­das para o con­certo ce­le­brado nesse mesmo ano du­rante a mar­cha anual das Gestoras Pró-Amnistia é bertso-hop. O grupo basco sam­pleia nele os bert­so­la­ris Andoni Egaña e Angel Mari Peñagarikano, en­tre o no­vi­doso rap de Fermín Muguruza.

Numha en­tre­vista re­a­li­zada ao grupo de ati­vis­tas Taturt so­bre o de­sen­vol­vi­mento do con­fe­de­ra­lismo de­mo­crá­tico e a par­ti­ci­pa­çom da mo­ci­dade no Curdistám, apon­tam para três âm­bi­tos de tra­ba­lho: o cul­tu­ral, o so­cial, e a re­sis­tên­cia. Assim, tal e como ex­pli­cam, umha das vias uti­li­za­das na rei­vin­di­ca­çom e for­ta­le­ci­mento da cons­ci­ên­cia de povo é a prá­tica do deng­bêj, a im­pro­vi­sa­çom em verso tra­di­ci­o­nal em lín­gua curda.

Na Galiza está-se a cons­truir a nova es­cola de re­guei­fei­ras,  re­cu­pe­rando a ora­li­dade para os mo­vi­men­tos so­ci­ais e in­cor­po­rando no­vos re­per­tó­rios, vin­cu­la­dos a mo­de­los de açom so­cial rup­tu­ris­tas. A re­vo­lu­çom vai ser re­guei­fada.

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