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Touro-Pino: a luita continua

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No pas­sado 28 de ja­neiro a no­tí­cia cor­ria po­las re­des so­ci­ais, a Junta vi­nha de re­sol­ver ne­ga­ti­va­mente a Declaraçom de Impacto Ambiental (DIA) do pro­jeto de ex­plo­ra­çom mi­neira da em­presa Cobre San Rafael nos con­ce­lhos de Touro e Pino. Seria uns dias mais tarde, no dia 7 de fe­ve­reiro, quando será pu­bli­cado no Diário Oficial da Galiza (DOG) o anún­cio da pu­bli­ci­ta­çom do re­la­tó­rio.

Para a Plataforma Vizinhal ‘Mina Touro-Pino Nom’ trata-se de um mo­mento de ce­le­bra­çom, mas te­nhem claro que a luita em de­fesa da re­cu­pe­ra­çom dos ter­re­nos em que es­teve lo­ca­li­zada a an­tiga mina nom re­mata aí. Assim, tanto esta pla­ta­forma como as as­so­ci­a­çons ‘Cova Crea’ ou ‘O Petón do Lobo’, apre­sen­tá­rom pe­ti­çons no Parlamento Europeu. Da pla­ta­forma ex­po­nhem, numha nota de im­prensa dias de­pois de co­nhe­cer-se a re­so­lu­çom da DIA, que “as três pe­ti­çons re­gis­ta­das e de­ba­ti­das na Comissom de Petiçons em no­vem­bro de 2019, per­ma­ne­cem atu­al­mente aber­tas e à es­pera da vi­sita de umha de­le­ga­çom eu­ro­peia que ana­lise e ava­lie ‘in situ’ os da­nos ao meio am­bi­ente cau­sa­dos pola ex­plo­ra­çom mi­neira fe­chada há mais de 30 anos e po­las ati­vi­da­des de­sen­vol­vi­das na atu­a­li­dade po­las em­pre­sas lo­ca­li­za­das den­tro dos ter­re­nos da an­tiga mina”.

A Junta re­sol­veu ne­ga­ti­va­mente a Declaraçom de Impacto Ambiental (DIA) do pro­jeto de ex­plo­ra­çom mi­neira da em­presa Cobre San Rafael nos con­ce­lhos de Touro e Pino.

Segundo in­for­mam da Plataforma, foi pre­ci­sa­mente atra­vés de Europa que co­nhe­cé­rom que a re­so­lu­çom ne­ga­tiva da DIA do pro­jeto mi­neiro de San Rafael se­ria pu­bli­cada no DOG no dia 7 de fe­ve­reiro. A ex-mi­nis­tra es­pa­nhola de Saúde e atual pre­si­denta da Comissom de Petiçons do Parlamento Europeu, Dolors Monserrat, emi­tia para os co­le­ti­vos pe­ti­ci­o­ná­rios um es­crito da con­se­lheira de Meio Ambiente, Ángeles Vázquez, em que co­mu­ni­cava a re­so­lu­çom da DIA “aos efei­tos da de­ci­som que se adote ao res­peito das pe­ti­çons re­la­ci­o­na­das com o pro­jeto que foi ob­jeto da de­cla­ra­çom am­bi­en­tal”.

As rei­vin­di­ca­çons vi­zi­nhais nom re­ma­tam com esta vi­tó­ria. Da Plataforma lem­bram que “a si­tu­a­çom atual na con­torna da mina se­gue a su­por umha vul­ne­ra­çom da Diretiva Marco Europeia da Água e da Diretiva Europeia so­bre Gestom de Resíduos de Indústrias Extrativas, pro­du­zindo-se, mais de 30 anos de­pois do fe­che de umha ex­plo­ra­çom, dre­na­gens áci­das”. Assim, “a pla­ta­forma nom só so­li­ci­tará que se man­te­nha aberta a pe­ti­çom, se­nom que in­sis­tirá na ne­ces­si­dade de umha vi­sita de ins­pe­çom eu­ro­peia a Touro e ou­tras mi­nas ga­le­gas onde se evi­den­cia a vul­ne­ra­çom sis­te­má­tica des­tas di­re­ti­vas”, con­cluem na sua nota de im­prensa.

Impacto nas águas
A DIA da Junta da Galiza fun­da­menta a sua re­so­lu­çom ne­ga­tiva na pres­som que so­bre os sis­te­mas flu­vi­ais su­po­ria a re­a­ti­va­çom da ati­vi­dade mi­neira na zona e tam­bém na falta de me­di­das de ges­tom no pro­jeto apre­sen­tado por San Rafael em caso de um aci­dente. “As me­di­das de pre­ven­çom e ges­tom da con­tin­gên­cia se­me­lham li­mi­tar-se a jus­ti­fi­car que o su­cesso nom se pro­du­zirá”, in­dica a DIA.

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