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Manifestaçom anarquista do 1º de maio em Ponte Vedra no 2008.

A saúde do anarcossindicalismo na Galiza

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Manifestaçom anarquista do 1º de maio em Ponte Vedra no 2008.
Manifestaçom anar­quista do 1º de maio em Ponte Vedra no 2008. | adrián estéve

Neste 1º de maio, na Galiza, ma­ni­fes­ta­ram-se con­jun­ta­mente os prin­ci­pais sin­di­ca­tos anar­quis­tas em prol da de­fesa da classe operária.

A con­vo­ca­tó­ria foi pre­ce­dida da as­si­na­tura, em março, de um pacto de ação con­junta, logo após mais de 40 anos de de­sen­con­tros, das três or­ga­ni­za­ções anar­cos­sin­di­cais mais re­le­van­tes: a CNT (Confederação Nacional do Trabalho), a CGT (Confederação Geral do Trabalho) e SO (Solidariedade Obreira). Este acordo deixa trás de si uma fase de de­sa­fei­ção e iso­la­mento e abre um novo ci­clo na his­tó­ria do anar­cos­sin­di­ca­lismo no Estado e na Galiza, ao tempo que pre­para o ter­reno para uma con­fluên­cia anar­cos­sin­di­cal por parte de quem, em­bora as suas di­fe­ren­ças, não só se rei­vin­di­cam her­dei­ras de um pas­sado co­mum, mas tam­bém par­ti­lham uns prin­cí­pios e objetivos.

Este acordo deixa trás de si uma fase de de­sa­fei­ção e iso­la­mento e abre um novo ci­clo na his­tó­ria do anar­cos­sin­di­ca­lismo no Estado e na Galiza

Há 100 anos, em 1922, a ne­ces­si­dade e o prag­ma­tismo das lu­tas con­du­zi­ram à fe­de­ra­ção das so­ci­e­da­des ope­rá­rias ga­le­gas afi­li­a­das à CNT e à cri­a­ção da Confederação Regional Galaica (CRG). Hoje, de novo, a classe tra­ba­lha­dora ga­lega pre­cisa de essa re­com­po­si­ção do sin­di­ca­lismo de classe. Estamos pe­rante um novo ci­clo de lu­tas. A in­com­pa­ti­bi­li­dade do ca­pi­tal com a vida no pla­neta re­de­fine o pa­pel do sin­di­cato para fa­zer frente aos no­vos ce­ná­rios la­bo­rais num con­texto de crise mul­ti­di­men­si­o­nal e co­lapso sócio-ecológico.

A Galiza não é alheia à nova com­po­si­ção téc­nica do em­prego por causa da com­bi­na­ção de tec­no­lo­gias di­gi­tais com um ca­pi­ta­lismo de pla­ta­forma e que di­fi­cul­tam al­gu­mas das fer­ra­men­tas de de­fesa sin­di­cal tra­di­ci­o­nais; ou a uma di­vi­são in­ter­na­ci­o­nal do tra­ba­lho, que re­cu­pera di­nâ­mi­cas ra­cis­tas e ne­o­co­lo­ni­ais na pro­cura de mão de obra pre­cá­ria ou se­mi­es­crava e que en­con­tra na classe ope­rá­ria mi­grante a sua má­xima ex­pres­são. De facto, a re­or­ga­ni­za­ção ge­o­po­lí­tica (es­ca­lada bé­lica in­cluída) do ca­pi­tal ren­tista e fi­nan­ceiro pro­mete um novo ho­ri­zonte de re­cor­tes e po­lí­ti­cas de aus­te­ri­dade que apro­fun­da­rão nas de­si­gual­da­des e na nossa perda de po­der aqui­si­tivo, tudo isto num con­texto de crise ener­gé­tica e de re­cur­sos ma­te­ri­ais que, no caso ga­lego, se tra­duz numa de­pre­da­ção ex­tra­ti­vista que está já a con­ver­ter a Galiza num ter­ri­tó­rio de sa­cri­fí­cio den­tro dessa ca­deia de pro­du­ção global.

No co­mu­ni­cado an­te­dito, junto com as rei­vin­di­ca­ções que vão per­mi­tir co­me­çar a per­fi­lar unha ação co­or­de­nada de mí­ni­mos e o apoio às com­pa­nhei­ras re­pre­sa­li­a­das da CNT polo caso de La Suiza em Xixón, tam­bém se cri­ti­cava ex­pres­sa­mente o sin­di­ca­lismo ins­ti­tu­ci­o­na­lista como ga­rante e apén­dice da es­ta­bi­li­za­ção do sistema. 

Frente a este mo­delo sin­di­cal con­cer­tista, pro­duto dos Pactos da Moncloa no 77, onde os sin­di­ca­tos ofi­ci­a­lis­tas jo­gam um pa­pel fun­da­men­tal na re­du­ção da con­fli­ti­vi­dade la­bo­ral, o sin­di­ca­lismo com­ba­tivo ou re­vo­lu­ci­o­ná­rio pro­põe um ho­ri­zonte de rup­tura em que a au­to­or­ga­ni­za­ção das tra­ba­lha­do­ras na de­fesa con­creta dos seus di­rei­tos per­mita con­quis­tar a sua eman­ci­pa­ção ao tempo que cons­trói uma al­ter­na­tiva pós-ca­pi­ta­lista à mar­gem do Estado e do mer­cado. No caso do anar­cos­sin­di­ca­lismo: o co­mu­nismo libertário.

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